Depois de ver muita insistência da mídia aberta em divulgar esta figura vil, venho então dar meu parecer sobre toda essa e outras situações envolvendo este que se auto-denomina autoridade pública.
É triste ver como o brasileiro ainda escolhe mal seus representantes. A população simplesmente não tem visão política.
Não preciso relatar os últimos fatos envolvendo este "senhor".
Ao ser indagado pela cantora Preta Gil se um filho seu se apaixonasse por uma mulher negra, o deputado responde que isso não seria possível, pois seus filhos foram bem educados. Não darei mais detalhes pois todos já sabem do resto.
Vamos ao artigo 5° da constituição. Primeiro o caput: "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza..."
Inciso XLII: "a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei."
Bem, sabemos que a constituição é desrespeitada a todo momento, principalmente por aqueles que deveriam a conhecer e respeitá-la. Este é só mais um exemplo clássico disso, exemplo de maçã podre junto a muitas outras.
O que mais me deixa estarrecido é o fato de alguém, com pensamentos contrários a toda política e pensamento adotados pelo Brasil a partir de 1988, e, sabendo que seus ideais divergem dos ideais do país, candidatar-se a um cargo público eletivo. Digo o pensamento em relação ao racismo, sem estender isso a outros campos.
Também é absurdo que, a esta altura dos tempos, haja alguém com pensamento e ideais tão reacionários. Ser eleito para um cargo público e pregar o contrário a uma constituição, sendo que este contrário significa um alargamento do pensamento mundial sobre uma questão que já tornou-se uma guerra mundial, e, que por consenso do mundo, concluiu-se ser algo repugnante e que deve ser extirpado, é, no mínimo ser desconhecedor da história, ou, o que é o mais provável, burro.
Jair Bolsonaro é um exemplo da extrema direita. Como já afirmei, não sou nem de direita e nem esquerda, sou de centro. E esta é a vantagem que um centrista leva em relação aos dois lados.
O extremista de esquerda tem um pensamento mais social, em prol de todos, e todos os defeitos que ele vê nas relações políticas se encaixam perfeitamente nos ideais da direita, que por sua vez, possui ideais mais econômicos e capitais, menos voltados para o social e para a liberdade de expressão. E claro, todos os defeitos de uma relação política, para o extremista de direita, se resumem nos ideais da esquerda.
O bom de ser centrista é que se pode avaliar os pontos positivos e negativos de cada lado, sem se deixar cegar por nenhum ideal. Nada que é extremo é bom. Denota exagero, falta de tato. E quem exagera, arca com as consequências.
A esquerda possui ideais teoricamente bons, justos, em prol de todos. Porém, se olharmos a história, veremos que o exercício dos poderes esquerdistas sempre acabaram em uma ditadura. Sobe-lhes a cabeça a ideia de poder e acabam extrapolando.
Na direita, a preocupação com a economia é algo forte e de muita importância. Bom pressuposto, porém, se exacerbado, deixa declinar alguns quesitos da sociedade, devido a preocupação excessiva de se manter uma boa economia. Um país não vive só de economia e de lucro. Fora as ditaduras de direita que, colocam como pano de fundo a família e os bons costumes para impor suas regras.
Como se vê, muda apenas o pano de fundo da história: na esquerda a luta pela democracia, que quando exagerada, resulta em uma ditadura. Na direita, uma preservação da moral, dos bons costumes, que, quando exagerado, resulta numa ditadura.
Mas, voltando a Bolsonaro, é um clássico exemplo da direita fervorosa, insana, que busca ao extremo manter apenas um tipo de país "ideal", um tipo de economia "ideal", um tipo de política "ideal", um tipo de cor de pele "ideal".
Sua pífia tentativa de menosprezar alguém devido a raça, alegando que determinada raça não seria capaz de ter "bons costumes", que nesta determinada raça só há promiscuidade, é, no mínimo, estúpida.
Agora o deputado corre o risco de perder seu mandato. Já foi encaminhado pela OAB/RJ, uma representação à Corregedoria-Geral da Câmara dos Deputados para abertura de processo por quebra de decoro parlamentar. Torço para que perca o mandato, pois o presidente da OAB/RJ disse que iria pedir a cassação do deputado.
Um deputado que diz apoiar a ditadura militar, não pode acreditar na possibilidade da construção de um país livre, justo e democrático.
Não sou de radicalismos, mas, neste caso me permito: Bolsonaro não merece credibilidade de nenhum cidadão deste país, por mais que ele não tenha consciência política, e, daqueles que afirmam ter alguma, ao votarem e apoiarem um ser tão vil, torpe, ignóbil, sórdido e demais adjetivos que não recordo agora, tornam-se algo semelhante ao que ele é, ou até menos.
Bolsonaro é desprezível, não merece crédito de alguém que se diga ser-humano, e, aqueles que o creditam para ocupar um cargo público eletivo, são tão baixos ou mais que ele.
Este é meu extremismo. Não listo mais palavras pois gostaria de manter certo nível em meu blog. Melhor, gostaria de manter o decoro. Se quem tem que manter não o faz, faço eu.
